Briga na escola? 7 dicas para estabelecer uma boa conversa entre pais e escola

Escrito por Thaís Bechara e Sônia Licursi. Publicado em Pais e Filhos.

“Meu filho brigou novamente com um colega de classe. Fui chamada pela Orientadora Educacional e estou muito brava por ter sido convocada para esta reunião. Briga entre crianças devem ser resolvidas entre elas”!

Conversando com Educação entra em ação e sugere  7 dicas para estabelecer uma boa conversa e um bom encaminhamento na resolução do conflito.

1. Acalme-se e converse com seu filho. Aproveite a oportunidade para ouvir dele sobre o ocorrido. Comunique-o que a orientadora educacional deseja conversar com a família.

2. Entre na sala da orientadora  com tranquilidade e ouça a queixa da escola.

3. Exponha as observações do filho diante do fato.

3. Não esqueça que a conversa é entre dois adultos, portanto o ponto a ser analisado é não buscar culpados, mas sim ajudar na resolução do problema.

4. Lembre-se que o conflito diz respeito aos envolvidos. O papel dos pais e da escola é pensar em soluções boas e satisfatórias para que possam aprender com isso.

5. O momento é de operar em termos de sentimentos, pontos de vistas e soluções. Por mais doloroso que seja essa operação vai gerar aprendizagem.

6. Não é da noite para o dia que o conflito será resolvido. Sendo assim, é preciso estabelecer combinados, acompanhar o processo, mediar situações e avaliar procedimentos e a capacidade dos alunos de pensar sobre os problemas.

7. Não saia da sala sem agendar um novo encontro para comemorar os avanços.

Ah... se vendessem paciência...

Escrito por Arnaldo Jabor. Publicado em Blog.

Paciência é ser tolerante? É uma virtude? É puro autocontrole? É resignação? É só uma questão de ser educado e humanizado?

Conversando com Educação propõe a leitura provocante do texto Paciência  do jornalista, cineasta e escritor brasileiro Arnaldo Jabor.

"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... 

E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar... 

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. 

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. 

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

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