Sobre encontros e reencontros

Escrito por Conversando com Educação. Publicado em Blog.

Seja qual for a sua idade, você já vivenciou alguns reencontros. Fica valendo encontros marcados, inesperados, desejados, repetidos,  desencontrados... E quanta energia é gasta nesses momentos!

Algo mágico como lágrimas nos olhos, alegrias repartidas, lembranças compartilhadas, caminhos cruzados, sentimentos inesperados e surpresas vividas são alguns sabores que se desmancham na boca quando nos encontramos com pessoas, coisas, amores, amizades e objetivos.

Momentos de reencontros trazem  histórias de ressignificação das nossas relações e de fortalecimento pessoal. É olhar e perceber os caminhos escolhidos e as escolhas privilegiadas. É optar pela permanência ou pela mudança.

Medos, esforços e arranhões podem fazer parte de uma recordação. Assim como novas construções, belas criações e diferentes ações podem transformar velhos encontros.

E, de repente, quando um reencontro simplesmente acontece, ativamos o outro, a nós mesmos, os nossos sentimentos, os nossos olhares, os nossos sorrisos, as nossas palavras e os sonhos vividos ou os que estamos ainda por viver.

Tem reencontro que marca, transforma, perdoa e desarma. A memória é acionada, as sensações são afetadas e as conexões são instantaneamente compartilhadas.

E se, por qualquer motivo, alguma falha surgir num reencontro, que tal marcar um novo encontro? Deixe seu coração pulsar mais forte, não se espante se suas pernas tremerem e respire fundo para que não lhe falte ar! Tudo isso são pequenos sinais de que um momento mágico pode encantar, pode marcar uma fase de sua vida e pode fazer a diferença. Tente! Deixe fluir!

Qualidades do professor por Cecília Meireles

Escrito por Cecília Meireles. Publicado em Educadores.

"Se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa é o professor.

Destinado a pôr-se em contato com a infância e a adolescência, nas suas mais várias e incoerentes modalidades, tendo de compreender as inquietações da criança e do jovem, para bem os orientar e satisfazer sua vida, deve ser também um contínuo aperfeiçoamento, uma concentração permanente de energias que sirvam de base e assegurem a sua possibilidade, variando sobre si mesmo, chegar a apreender cada fenômeno circunstante, conciliando todos os desacordos aparentes, todas as variações humanas nessa visão total indispensável aos educadores.

É, certamente, uma grande obra chegar a consolidar-se numa personalidade assim. Ser ao mesmo tempo um resultado — como todos somos — da época, do meio, da família, com características próprias, enérgicas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno, descer à sua alma, feita de mil complexidades, também, para se poder pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de evolução.

E ter o coração para se emocionar diante de cada temperamento.

E ter imaginação para sugerir.

E ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados.

E saber ir e vir em redor desse mistério que existe em cada criatura, fornecendo-lhe cores luminosas para se definir, vibratilidades ardentes para se manifestar, força profunda para se erguer até o máximo, sem vacilações nem perigos. Saber ser poeta para inspirar. Quando a mocidade procura um rumo para a sua vida, leva consigo, no mais íntimo do peito, um exemplo guardado, que lhe serve de ideal.

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