Mudar de escola

Escrito por Thais Bechara. Publicado em Pais e Filhos.

Fim de ano chegando e está na hora de resolver a escola  ideal para o filho. Está precisando de uma mãozinha? Nós, Conversando com Educação, sabemos que essa tarefa não é nada fácil .

Na cidade de  São Paulo há mais de 3.500 escolas particulares com modelos pedagógicos variados, bilíngues ou não, religiosas ou laicas,  tradicionais ou construtivistas, período integral ou meio período, com opção de atividades extras ou não... Certamente o repertório é imenso!

Para ajudar no processo de escolha, Conversando com Educação deixa registrado alguns critérios que você pode levar em conta no momento de definir a mudança.

1- Considerar a proximidade de casa ou do trabalho, facilitando os deslocamentos no trânsito.

2- Verificar valor da mensalidade e dos custos agregados (uniforme, material, passeios de estudo, atividades extras)

3- Valorizar posição da escola no  ENEM e no IDEB são importantes, mas não fundamentais.

4- Pesquisar informações sobre a escola nas redes sociais, analisando comentários de alunos.

5- Conversar com pais que tenham filhos matriculados na escola pesquisada.

6- Agendar reunião com a orientadora educacional  durante o período de aula, observando o tratamento entre funcionários e a postura dos estudantes.

7- Observar os trabalhos expostos nas paredes, verificando temas trabalhados, produções realizadas, protagonistas etc.

8- Levar o futuro aluno para conhecer a escola e ouvir a opinião dele.

9- Verificar se a escola está alinhada com os valores cultivados pela família.

10- Considerar o fator segurança (instalações de câmeras, vigilantes para controlar a entrada e saída de pessoas e alunos, existência de área exclusiva de estacionamento etc.) levando-se em conta a coerência com o processo educacional.

11- Ficar atento ao modo como problemas de relacionamento entre estudantes são resolvidos.

12-  Verificar a oferta de atividades extras (natação, robótica,  idiomas etc.).

13- Entender qual é a concepção do período integral na escola ( atividades programadas, alimentação, horários, regras, valores ).

14- Conferir a formação dos professores e se há muita rotatividade entre os docentes.

15- Perceber como a escola faz uso da sua estrutura ( laboratórios, quadras esportivas, salas com lousas digitais, tecnologia disponível).

16- Certificar-se sobre o número máximo de alunos por sala, salas adequadas à faixa etária, número de profissionais por sala e disponibilidade da equipe técnica.

17- Observar como é feita a comunicação com os pais (uso de agendas, reuniões, participação nos eventos)

Se você precisar de alguma assessoria nesse momento é só entrar em contato com Conversando com Educação. Podemos orientá-lo durante esse processo de escolha. Basta acessar :

http://www.conversandocomeducacao.com.br/fale-conosco/view/form

Leia mais http://www.conversandocomeducacao.com.br/blog/por-que-escolher-uma-escola-para-o-filho-nao-e-uma-tarefa-simples

Essas informações foram baseadas na nossa prática como orientadora educacional mais  as dicas contidas na reportagem da Revista Veja São Paulo – 1/10/14

Filhos

Escrito por Conversando com Educação. Publicado em Pais e Filhos.

Créditos: Verissimo  - Jornal O Estado de S. Paulo 15 de julho 2018

Hoje o convite é para refletirmos sobre o tema filhos sob o ponto de vista do escritor Luis Fernando Verissimo.

Os filhos nunca acreditam que crescer é perigoso. Não adianta avisar para continuarem crianças. Eles crescem e vão embora. E depois se queixam.

Tem a história daquele pai que concebeu dois filhos do barro, Adão e Eva. Naquele tempo não precisava mãe. O pai fez o que pôde pelas crianças. Elas tinham tudo, nunca lhes faltou alimento ou agasalho. Se queriam um cachorro ou um macaco para brincar, o pai fazia. Se queriam uma pizza, o pai criava, ou mandava buscar. Se queriam saber como era o mundo lá fora, o pai dizia que não precisavam saber. Eles não eram felizes não sabendo nada, ou só sabendo o que o pai sabia por eles? A felicidade era não saber. As crianças eram felizes porque não sabiam.

O Adão ainda era acomodado, mas a Evinha... Um dia o pai a pegou descascando uma banana. Nem ele sabia o que a banana tinha por dentro, mas a danada da menina descobriu, e antes que ele pudesse dizer “Dessa fruta não co...” ela já tinha comido. E gostado. Foi então que ele decidiu impor sua autoridade paterna, pelo menos na área dos hortifrutigranjeiros, e determinar que frutas do quintal podiam e não podiam ser comidas, e escolheu uma fruta como a mais proibida de todas, pois se comesse dela a menina saberia. Saberia o quê?  O pai não especificou. Só disse que o que saberia seria terrível, e que depois não se queixasse. E Eva comeu da fruta mais proibida, claro, e o pai foi tomado de grande tristeza. E disse a Eva que agora ela sabia o que não precisava saber, e que nunca mais seria a mesma.

- O que sei de tão terrível que não sabia antes? – perguntou Eva, ainda mastigando a fruta proibida.

- Que você pode desobedecer. Que você pode escolher, e pensar com sua própria cabeça, e me desafiar.

E então o pai disse a frase mais triste que um pai pode dizer a um filho:

- Que você não é mais uma criança.

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