Tem dia pra tudo

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Blog.

Tem dia que é sorriso e tem momentos que por mais que nos esforçamos a lágrima insiste em escorrer pelo rosto.

Tem dia que a preguiça chega, mas tem dia que a energia toma  conta do nosso corpo.

Tem dia que é só tranquilidade, porém, de repente, chega o vento forte e somos obrigados a enfrentar o furacão.

Tem dia que ensinamos e tem dia que aprendemos.

Tem dia que queremos tudo e tem dia que uma sombra e água fresca nos satisfaz.

Tem dia de trabalho, mas sempre chega o fim de semana.

Tem dia que é preciso lavar, limpar e deixar ir. Tem dia que é preciso curtir a paz de espírito.

Tem época que pessoas cuidam de nós, mas é só viver mais um pouco para aguardar o momento de cuidar do outro.

Todo dia é dia de beber água, mas  ainda bem que aparecem momentos que valem brindar com algo um pouco mais forte.

Tem dia que é preciso entregar, mas é certo que chega a hora de receber.

Pode ser assim ou pode ser de um outro jeito. A vida caminha desta forma. Tudo pode estar programado, mas nem sempre ocorre como foi planejado.

É preciso jogo de cintura para viver. É preciso estar atento e forte para não se assustar com o novo.

Mudanças são constantes. Buscar novos caminhos faz parte da minha e da sua trajetória. Se os batimentos cardíacos estão acelerados, se a pressão está intensa, se os passos precisam ser decisivos e se o rumo precisa ser redirecionado o melhor jeito de enfrentar é reprogramar o aplicativo da vida, compartilhar os bons e maus momentos perto dos amigos, da família e seguir em frente. Amanhã será outro dia! Podes crer! 

Ah... se vendessem paciência...

Escrito por Arnaldo Jabor. Publicado em Blog.

Paciência é ser tolerante? É uma virtude? É puro autocontrole? É resignação? É só uma questão de ser educado e humanizado?

Conversando com Educação propõe a leitura provocante do texto Paciência  do jornalista, cineasta e escritor brasileiro Arnaldo Jabor.

"Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... 

E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar... 

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. 

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado...

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais.

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. 

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.

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