Em que nuvem me encontro?

Escrito por Sonia Licursi. Publicado em Blog.

Em que nuvem me encontro?

Encontros com amigos, lembranças, sentimentos,

Vida que pulsa

Muitas histórias e vivências

Em meio há muitas situações

Vivo as tristezas, as alegrias e as novas possibilidades.

 

Em que nuvem me encontro?

Fotos e memórias

Leituras

Encartes e descartes

Busco o sentido das palavras

Alterno

Incômodos, disposição, motivação, sorrisos

Brincadeiras e bom humor

 

Acabei de envelhecer mais um pouco!

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Blog.

Os anos vão se passando e a missão de enfrentar o meu, o seu e o nosso envelhecimento exige determinação, paciência, persistência e uma dose extra de capacidade de renúncia a muitas coisas.

Chega a hora de abandonar algumas crenças e aprender a ser menos egoísta e mais tolerante.

Mesmo inserida no meu jeito sistemático, organizado e focado, busco a minha melhor versão para lidar com a difícil arte de envelhecer. Este processo vai além da constatação da necessidade do acréscimo de grau dos óculos e da luta contra o embranquecimento dos fios de cabelos. É claro que nem só de ondas revoltas esse meu novo habitat me impõe.

Com a maturidade, a fase da velhice nos permite deixar aflorar nossa grande diversidade de experiências vividas. Além disso, nos traz a aceitação das ambiguidades, das contradições, das limitações e do desprendimento do que um dia foi essencial e deixou de ser.

O desejo de envelhecer com sabedoria, serenidade e alegria torna-se prioridade!

Prestando atenção no que o tempo tem feito com o corpo e a alma dos meus pais, exijo de mim um resgate pessoal e interno, na tentativa de chegar à ultima fase da vida com dignidade.

É através das manias impostas, das repetidas perguntas articuladas, da falta de memória e das  teimosias observadas no comportamento das pessoas mais velhas, vou percorrendo e construindo minha trajetória para a velhice.

Chegou a hora de dar um novo significado para a vida. Não quero torná-la  pesada demais. Quero ser a velhinha da família bem humorada, alegre e cheia de uma doce sensibilidade para entender e aceitar os meus limites e das pessoas que convivem comigo. E tudo isso sem sofrimento!

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