O pouco que sobrou

Escrito por Marcos Piangers. Publicado em Blog.

Este texto do escritor, palestrante e comunicador Marcos Piangers é a forma mais direta de mostrar o quanto é possível ver o lado bom de cada situação. Divirta-se!

“Quando peço uma mordida de um chocolate ou de um picolé, sei que vai vir choro em seguida. Minha boca é grande demais, e o pedaço que arranco com os dentes deixa qualquer criança revoltada e é uma revolta difícil de conter.

Tento sempre vir com uma moral da história, alguma justificativa para que não haja choro da próxima vez. Um pai que não tenta ensinar sempre os filhos não é pai, é tio. Meu papel é, de alguma forma, achar sentido em joelhos ralados, peixinhos que morrem e mordidas grandes demais em picolés.

“Não chore pelo que perdeu, agradeça pelo que sobrou”, digo sempre para minhas crianças chorosas que, coitadas, além de doce a menos ainda têm que ouvir meus sermões. “Olha o quanto ainda tem de doce! Normalmente você não consegue comer o doce inteiro! Não fica irritada com a mordida, agradece que ainda tem doce na sua mão!”, eu digo. Minha filha está tão revoltada que sente vontade de jogar o resto do doce no chão, impulso não atendido porque suas papilas gustativas estão salivando.

O ano não foi fácil, como já disseram, mas eu não posso fazer coro com quem diz que já vai tarde. Tenho que ter alguma coerência e, quando me tiram parte do doce, agradeço pelo que sobrou.

Fazer recuperação ou viajar?

Escrito por Thais Bechara. Publicado em Blog.

 

O ano passa rápido!

Assim que as férias de julho acabaram, no mês seguinte, a família já estava com o roteiro da próxima viagem em mente. Resolveram o lugar que desejavam conhecer e os passeios que queriam fazer.

Reservas de hotéis feitas e passagens aéreas pagas assim como os dias de aluguel de carro. A viagem foi agendada para início de dezembro, pois a promoção era imperdível.

A família estava preparada para mais uma aventura! A única coisa que não podia acontecer era a possibilidade de  algum filho ficar de recuperação.

Parecia que tudo estava  sob controle. Só que não!

Júnior precisava tirar oito e meio de Matemática e nove de Português, mas, não se sabe como, esse desafio não foi alcançado.

As notas no boletim revelavam a preocupação generalizada. A circular informando o período de recuperação foi a certeza que Júnior e os familiares teriam que enfrentar uma situação bem desconfortável.

Imediatamente a mãe agendou uma entrevista com a orientadora para ver qual jeito era possível ser dado.  Mas... não houve jeito. O segundo passo foi procurar a Diretoria. Era muito óbvio para a família que a escola precisava solucionar o problema deles. Por que o Júnior não pode fazer as provas em outro momento? As aulas de recuperação não poderiam ser substituídas por trabalhos escolares? A escola “só” precisava ter boa vontade.

A insistência foi muito grande para que a escola tomasse uma atitude que fosse conveniente para a família.

Foram dias de angústia, discussões e impasses.

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