Ensinar e encantar

Escrito por Sônia Licursi. Publicado em Educadores.

 
 
O ensinar é o nascimento do saber que se dá na  relação professor e aluno. O saber do professor e a qualidade afetiva para transmitir o conhecimento é um processo.  Assim todos são convidados a participar.
Ensinar com naturalidade dá a luz ao conhecimento,  ilumina a inteligência e a autonomia dos alunos. 
O professor vocacional autoriza, encanta e facilita as descobertas do aluno, percebendo o quanto o saber e fazer desse professor aponta caminhos e estimula o pensar.
Uma didática que encanta o aluno, que aprende e se encanta com as trocas, as descobertas, os conhecimentos e os afetos.
Podemos pensar e fazer uma retrospectiva da vida escolar e da qualidade do ensinar, observando como aprendemos e em que modelos nos espelhamos para fazer igual ou para nos distanciarmos de determinadas áreas do conhecimento. Podemos lembrar das dificuldades do aprender e daquele  professor que nos ajudou a transformar e a enfrentar os desafios, estimulando o pensar e o avançar de uma forma positiva e compreensiva.
Vale relembrar dos professores que com sua forma de ensinar não conseguiram chegar em nós ou identificar a dificuldade. Uma didática que não aproxima o aluno do conhecimento, apenas cria distâncias, rotula e nomeia o lugar do não saber.
Ensinar é um processo de construção de significados que estimula o intelectual e o emocional. Ensinar produz  aprendizagens
É uma arte didática do professor, uma habilidade, uma preparação, uma competência vocacional! 
A didática do professor encanta e realiza com o aluno o lugar encantador do aprender.
 
Inspirado no texto: Sobre Didática por Eugenio Mussak - vida simples - setembro de 2016 
 

Na casa das palavras

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Educadores.

As palavras podem quebrar o silêncio, exprimir pensamentos, explorar a imaginação e marcar pessoas, lugares e momentos.

Com palavras um professor expressa emoções, prepara condições para a construção de conhecimentos, explora situações de aprendizagem, formula perguntas, faz afirmações, busca argumentos e indica caminhos.

É com palavras que o aluno pede explicação, questiona, formula respostas, registra e revela  conclusões aprendidas.

É com as palavras DEZ ou ZERO que o professor quantifica o momento privilegiado de estudo.

É com a palavra PRESENTE que o professor documenta a presença do aluno na aula.

É com a expressão BATEU O SINAL que o aluno marca o tempo para o professor.

Expressões como intervenção pedagógica, capacidade de pensar e ser capaz de fazer revelam relações significativas no processo de aprender e ensinar.

A palavra PROVA não deve ser um acerto de contas, assim como a palavra DIFICULDADE não deve ser entendida como um fracasso.

A palavra VÍNCULO deve ser  vivida, estabelecida e colocada em prática .

Existe também a PALAVRA NÃO DITA, cheia de significado  e expressão, revelada pelo silêncio que grita e se faz presente através do olhar, da escuta, do sorriso, da interrogação. Uma palavra que pede aproximação, descobertas e conexão.

A sala de aula é um lugar de encontro de professor, aluno e palavras. Realmente um ao lado do outro. Sempre é tempo de cuidar das relações, estabelecer a comunicação e resgatar a afetividade.

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