No gosto amargo do erro, o caminho doce da aprendizagem

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Educadores.

Se errar é humano, então todo educador deve compreender o erro, interessar-se por ele e considerá-lo como parte do processo de criação do saber. É por isso que é essencial que o aluno consiga tomar consciência dos erros, identificando sua origem para que possa transformá-los, sendo capaz de seguir para a etapa seguinte.

Sendo assim, uma avaliação formativa deve ter a preocupação em compreender a situação do aluno, de modo a buscar ações corretivas mais eficazes.

Antes de qualquer coisa, essa observação do aluno deve estar sempre acompanhada de uma análise do sujeito aprendente em questão. Só o certo ou errado é muito pouco para a coleta de informações. Seria  interessante colocar no lugar do acerto ou do erro outras categorias: “resposta exata, resposta parcialmente exata, resposta pouco exata, resposta inexata, ausência de resposta” (Hadji, p.98, 2001). Assim será possível, determinar o tipo de erro, analisando e interpretando-o.

Errar não significa cometer uma falha que deva ser julgada e condenada, mas pelo contrário, deve ser um exercício de reflexão, onde são investidos esforços na busca de um objetivo qualquer.

Durante esse percurso, o aluno pode ser bem ou mal sucedido e como diz Luckesi , “aí não há erro, mas sucesso ou insucesso nos resultados de nossa ação”. (Luckesi, p.55, 1999)

Avaliação como processo de aprendizagem de quem?

Escrito por Sônia Licursi. Publicado em Educadores.

 

 

Fernando Hernández na introdução do livro Transgressão e mudança na educação - Os projetos de trabalho diz que “não é possível recriar a Escola se não se modificam o reconhecimento e as condições de trabalho dos professores”.

E no capítulo “A avaliação como parte do processo dos projetos de trabalho” o autor afirma que a avaliação é o que dá sentido a inovação educativa e é neste lugar que a Escola mostra a sua relação com os conhecimentos e a forma de ensinar e aprender.

Como assim?

O tema é uma das questões mais controversas, poiso trabalho por projetos promove formas de pensar e coloca o aluno diante de diferentes interpretações, o que é diferente da avaliação baseada no conhecimento da realidade objetiva e estática. Nesse caso, o armazenamento de informações e a promoção dos alunos que compreenderam a informação medem o sucesso ou fracasso. Também  busca provar o que se sabe oficialmente e aponta  o que o professor ensina.

Já a avaliação por projetos propõe que se aprenda com a avaliação. A aprendizagem estimula a capacidade da pesquisa, a busca de informações, a aplicabilidade e a transferência de conhecimentos para situações reais de simulação. O que é diferente de responder enunciados verbais, visuais ou numéricos.

 “O papel do professor consistirá em organizar, com um critério de complexidade, as evidências nas quais se reflita o aprendizado dos alunos, não como um ato de controle, mas sim de construção de conhecimento compartilhado”.

Conversando com Educação - 2013. Desenvolvido por