Elogiar pra quê?

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Educadores.

Desde o nosso tempo de escola, sabemos o quanto os elogios são fundamentais na formação de qualquer indivíduo.

Uma boa palavra é sempre bem-vinda, pois promove a autoconfiança e incentiva o enfrentamento de desafios. Mas que efeitos surtem os elogios?

Qualquer elogio deve ser verdadeiro, específico, claro e sempre deve estar relacionado à ação e não as características da pessoa. Isso quer dizer que no lugar de rotular uma pessoa o mais eficiente é descrever o que existe de bom e informar o que pode ser melhorado.

Telma Vinha, professora de Psicologia Educacional da Unicamp, na revista Nova Escola do mês de abril (edição 279, p.20), foi questionada sobre como incluir elogios no caderno dos alunos. Leia o que ela pensa sobre esse assunto.

No gosto amargo do erro, o caminho doce da aprendizagem

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Educadores.

Se errar é humano, então todo educador deve compreender o erro, interessar-se por ele e considerá-lo como parte do processo de criação do saber. É por isso que é essencial que o aluno consiga tomar consciência dos erros, identificando sua origem para que possa transformá-los, sendo capaz de seguir para a etapa seguinte.

Sendo assim, uma avaliação formativa deve ter a preocupação em compreender a situação do aluno, de modo a buscar ações corretivas mais eficazes.

Antes de qualquer coisa, essa observação do aluno deve estar sempre acompanhada de uma análise do sujeito aprendente em questão. Só o certo ou errado é muito pouco para a coleta de informações. Seria  interessante colocar no lugar do acerto ou do erro outras categorias: “resposta exata, resposta parcialmente exata, resposta pouco exata, resposta inexata, ausência de resposta” (Hadji, p.98, 2001). Assim será possível, determinar o tipo de erro, analisando e interpretando-o.

Errar não significa cometer uma falha que deva ser julgada e condenada, mas pelo contrário, deve ser um exercício de reflexão, onde são investidos esforços na busca de um objetivo qualquer.

Durante esse percurso, o aluno pode ser bem ou mal sucedido e como diz Luckesi , “aí não há erro, mas sucesso ou insucesso nos resultados de nossa ação”. (Luckesi, p.55, 1999)

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