Avaliação como processo de aprendizagem de quem?

Escrito por Sônia Licursi. Publicado em Educadores.

 

 

Fernando Hernández na introdução do livro Transgressão e mudança na educação - Os projetos de trabalho diz que “não é possível recriar a Escola se não se modificam o reconhecimento e as condições de trabalho dos professores”.

E no capítulo “A avaliação como parte do processo dos projetos de trabalho” o autor afirma que a avaliação é o que dá sentido a inovação educativa e é neste lugar que a Escola mostra a sua relação com os conhecimentos e a forma de ensinar e aprender.

Como assim?

O tema é uma das questões mais controversas, poiso trabalho por projetos promove formas de pensar e coloca o aluno diante de diferentes interpretações, o que é diferente da avaliação baseada no conhecimento da realidade objetiva e estática. Nesse caso, o armazenamento de informações e a promoção dos alunos que compreenderam a informação medem o sucesso ou fracasso. Também  busca provar o que se sabe oficialmente e aponta  o que o professor ensina.

Já a avaliação por projetos propõe que se aprenda com a avaliação. A aprendizagem estimula a capacidade da pesquisa, a busca de informações, a aplicabilidade e a transferência de conhecimentos para situações reais de simulação. O que é diferente de responder enunciados verbais, visuais ou numéricos.

 “O papel do professor consistirá em organizar, com um critério de complexidade, as evidências nas quais se reflita o aprendizado dos alunos, não como um ato de controle, mas sim de construção de conhecimento compartilhado”.

O professor está em cena!

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Educadores.

Basta escolher um livro didático, seguir capítulo por capítulo, conforme está exposto no plano, e em seguida, fazer uma revisão e aplicar uma avaliação. Pronto, a aula está planejada! Será? Sabemos que não é tão simples assim.

Um bom professor, antes de tudo, precisa conhecer os conteúdos que serão ensinados, relacionando esses conteúdos com os objetivos e as situações de aprendizagem.

Esse professor precisa transformar o programa em objetivos de aprendizagem e estes em situações e atividades possíveis de serem realizadas.

O ponto de partida é entrar na sala de aula ciente que os alunos sabem “muitas coisas” daquilo que se deseja ensinar e esse conhecimento será o apoio que favorecerá grandes oportunidades de contribuir para o conhecimento.

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