Nada melhor do que um dia atrás do outro.

Escrito por Thais Bechara. Publicado em Pais e Filhos.

A vida é cheia de acontecimentos.

Passamos por fases em que somos convidados para casamentos, nascimentos, formaturas e festas de todo tipo. Aí o tempo vai passando e a vida vai nos impondo novas situações. Enfrentar o luto de uma pessoa muito próxima é exatamente ter a oportunidade de amadurecer mais um pouco.

Não ser mais um vagão e se tornar a locomotiva é uma árdua tarefa!

De um dia para o outro, a rotina deixa de existir! Se de um lado tem a possibilidade do alívio e do descanso, por outro lado vem a perspectiva de lidar com o novo e com o desconhecido.

Sentimento de perda, de vazio, de indignação, de falta, de tristeza, de raiva e de esperança se embaralham. Muito envolvido nessa trama de morte, sem mais e sem menos, em pleno luto, chega a hora de desmontar uma casa, vasculhar um lar que nunca foi seu e se desfazer de grande parte das coisas que essa pessoa achava importante em ter e guardar.

É incrível como, ao longo de nossa trajetória, acumulamos inúmeros papéis, vários documentos, inesquecíveis fotos, longas cartas, belos quadros, pequenas mensagens, infinitos recados e algumas agendas. Isso sem contar as roupas pessoais, os calçados novos e velhos, as roupas de cama, mesa e banho, as tesouras, as ferramentas, os utensílios de cozinha. Tem os móveis, os eletrodomésticos, as panelas, os cristais da família...

É brincadeira de menino ou brincadeira de menina?

Escrito por FLÁVIA G PINHO. Publicado em Pais e Filhos.

 
 
Nem uma nem outra. Entenda por que é tão importante deixar que a criança escolha livremente como quer brincar.
Menino usa azul e brinca de carrinho; menina gosta de rosa e só liga para bonecas. Convenhamos, essa história não convence mais. Se os adultos já estão se livrando dessas camisas de força e assumindo novas funções, por que não permitir que as crianças façam o mesmo? Este é um território, no entanto, ainda repleto de medo e preconceito, como observa a psicóloga Sônia Maria Marcondes Licursi, diretora da  Associação Brasileira de Psicopedagogia e uma das autoras do blog Conversando com Educação. Nesta entrevista exclusiva, ela revela como a questão deve ser encarada de frente pelos pais – e todos os benefícios que uma mudança de postura pode proporcionar ao seu filho.
 
Mulheres já dirigem carros e atuam em profissões de risco, enquanto homens cuidam dos filhos e da casa. No entanto, as brincadeiras ainda têm fronteiras bem definidas. Por quê?
Somos nós, os adultos, que erguemos esse muro. Essa rotulação ainda está ligada ao preconceito. Sem querer, acabamos reproduzindo crenças familiares e sociais de que a brincadeira vai estimular definições sexuais – o que não acontece, uma vez que essa escolha se dá pela interação de fatores biológicos e ambientais bastante diversos e complexos.
 
Que mensagem os pais passam aos filhos quando limitam suas brincadeiras por questões de gênero?
Impedir a criança de brincar é o mesmo que limitar a construção de suas experiências. E tanto faz se essas limitações são transmitidas de forma direta, como “Não quero que você brinque de boneca”, ou indiretamente. O menino que não pode brincar de boneca, por exemplo, perde a oportunidade de vivenciar situações que serão importantes no futuro, como cuidar carinhosamente do outro, exercendo a função paterna. Se os pais afirmam que brincar de boneca é coisa de menina, essa será a mensagem transmitida: cuidar de crianças é só para mulheres. Da mesma forma, impedir que uma menina brinque de bombeiro passa a mensagem equivocada de que força e coragem não fazem parte do universo feminino.
 
O que acontece quando a criança tem a chance de pular esse muro?  
Quando está livre para explorar suas curiosidades e descobertas, a fim de aproveitar as brincadeiras em todas as suas possibilidades, e quando pode escolher que funções quer dar a cada brinquedo, a criança tem a oportunidade de desempenhar papéis, treinar habilidades criativas, sociais e espaciais, resolver conflitos e muito mais. Brincar de casinha, de boneca ou de carrinho deve fazer parte do universo das meninas e dos meninos por igual. São experiências muito próximas da rotina que as crianças observam nas tarefas dos adultos. Com isso, elas constroem seu universo cognitivo e emocional de forma mais completa.
 
http://mdemulher.abril.com.br/familia/e-brincadeira-de-menino-ou-brincadeira-de-menina/
 
http://www.revistabemfeminina.com.br/conteudo/e-brincadeira-de-menino-ou-brincadeira-de-menina
 
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