Eu posso

Escrito por Thais Bechara e Sonia Licursi. Publicado em Pais e Filhos.

 

Uma foto aqui, uma mensagem lá e um comentário enviado.

Essas ações fazem parte do dia a dia da maioria dos seres humanos que habita nosso planeta.

Basta uma olhadinha nas redes sociais para chegarmos a conclusão que pais adoram postar fotos dos filhos.

O novo estudo  "Não na Mesa de Jantar: Perspectivas de Pais e Filhos Sobre as Regras de Uso de Tecnologia em Família", produzido em conjunto pelas universidades de Washington e Michigan revela que essas postagens irritam profundamente a garotada.

Meninos e meninas sentem sua privacidade invadida, pois a vida deles é exposta por meio de fotos e comentários.

Quem já viu mães postando fotos dos filhos incansavelmente? Quem já  viu filhos irritados com as postagens?

Esse assunto requer cuidado.

Filhos querem estabelecer regras para limitar os pais que estão sempre conectados nas redes sociais. Ora, se  pais podem estabelecer normas sobre o uso adequado da tecnologia, os filhos podem estabelecer regras para o uso da sua própria imagem. Nada mais justo!

Filhos também sentem vergonha, portanto é importante que os pais reflitam e se coloquem nos lugares deles.

 

http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2016/03/1747808-filhos-sentem-vergonha-e-querem-que-pais-nao-postem-sobre-eles-na-internet.shtml

Disciplina

Escrito por Conversando com Educação. Publicado em Pais e Filhos.

De repente um barulho ensurdecedor no banheiro. Therezinha corre aflita e encontra Cláudia, de quatro anos, rodeada de cacos de vidro. Ela havia subido no vaso sanitário e se  dependurado no armário de remédios, que, não aguentando o peso, veio ao chão. Pacientemente, a mãe começou a recolher os destroços, feliz por só terem ocorrido danos materiais. Acabada a limpeza, procurou pela menina e achou-a passando cera preta para sapatos numa mesa de pau-marfim, branca como a neve. Brigou com ela e iniciou a ingrata e difícil tarefa de limpar o móvel. Estranhando o silêncio, procurou-a novamente. Cláudia, tranquilamente, recortava figurinhas com uma gilete sobre um sofá de couro recentemente reformado, que, evidentemente, estava todo cortado. Telefona para o marido e exige que ele desmarque seus compromissos e volte para casa, “senão não sei o que sou capaz de fazer com a Cláudia”.

Fim de tarde, Margarida, três filhos, repreende Roberta, três anos, que mordeu o colega na escola, ralha com Sofia, que jogou pedaços de batata frita em toda a sala, manda Gabriel desligar a televisão e imediatamente fazer seu dever de casa.

Josefina está aborrecida porque seus filhos menores, Paulo e Júlia, transformaram a hora de tomar banho numa guerra. Para Maria, a guerra com Sílvia é na hora das refeições. Já os pais de Renato, doze anos, estão desesperados com as saídas noturnas do filho, sem aviso prévio e sem horário de volta.

Quando e como disciplinar as crianças não é  um assunto fácil. Antigamente, os pais, em especial o pai, estabeleciam as regras do certo e do errado, do bom e do mau comportamento, e, de acordo com elas, as crianças eram punidas ou recompensadas. A partir da década de 20 ou 30 muitas escolas passaram a permitir que as crianças participassem da escolha do que  deveriam aprender. Os pais passaram a ser instruídos no sentido de deixar os filhos mais soltos, mais livres, a fim de que liberassem a energia que tinham em seu interior e expressassem seus sentimentos, sem se preocupar com as inconveniências e os aborrecimentos que isso poderia causar aos familiares.

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