Isso significa...

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Pais e Filhos.

Fim de férias e inicio das aulas. Rotina voltando ao normal. Horário certo, tarefas agendadas e portões da escola abertos. Está na hora de ir à escola, realizar tarefas de casa e conviver com diferentes pessoas.

Nesse momento, os pais tem uma importante responsabilidade e Conversando com Educação pode auxiliar nesse processo de retomada da vida escolar após a Copa do Mundo e férias.

No livro “Filhos: Manual de Instruções” a filósofa e mestre em educação Tania Zagury sugere algumas orientações para vocês, pais, ajudarem na educação de seus filhos.

1. Prestigie as tarefas escolares. Isso significa não fazer comentários na frente do filho, caso o trabalho proposto não seja do seu agrado por qualquer motivo. As críticas devem ser encaminhadas à escola.

2. Habitue seu filho ter horário e local adequado para estudar e fazer as tarefas. Isso significa que muitas distrações não são bem-vindas durante o processo de execução das atividades escolares.

3. Supervisione. Isso significa lembrá-lo e incentivá-lo a fazer os deveres. Nunca faça lição para ele, não corrija (isto é tarefa do professor). Se houver dúvidas, procure encaminhar o raciocínio de forma que ele próprio responda. Não lhe dê a resposta pronta, pois dessa forma não haverá aprendizagem.

4. Incentive. Isso significa ler diariamente o caderno ou agenda utilizada como instrumento de comunicação entre a família e a escola. Confira se seu filho cumpriu com as tarefas determinadas e elogie todas as vezes que for merecido ou faça críticas construtivas para que aprenda a rever suas produções.

5. Tenha paciência. Isso significa respeitar o ritmo de aprendizagem dos filhos. Persistência, estímulos e muita calma ajudarão na aquisição dos hábitos de estudo e da responsabilidade pelos deveres escolares.

 Agora é com você! Bom trabalho!

Refletindo sobre educação

Escrito por Marcia Assumpção. Publicado em Pais e Filhos.

 

Sempre achei muito difícil ser mãe ou pai. Não concordo com aqueles que acreditam que a mulher tem um instinto materno. Essa ideia é construída culturalmente, na verdade a maternidade é socialmente adquirida. No passado, quando as mulheres ficavam em casa cuidando dos filhos, não havia uma preocupação com a profissão e as regras do que se podia permitir ou não eram mais claras, pois era uma sociedade mais rígida, mais normatizada. Hoje, na era da globalização, em uma época em que o desenvolvimento profissional é importante para sua carreira, fica muito difícil ser mãe, pois além dessa preocupação não há regras fixas para seguir.

Vivemos em um momento no qual, além de cuidar dos filhos, os pais têm que trabalhar muito para pagar as contas e às vezes estudam também para poder se desenvolver no mercado de trabalho. Estão sempre preocupados com algo e constantemente cansados. 

Nesse contexto, preocupados e cansados, fica ainda mais difícil colocar limites nos filhos, pois depois de falar muitas vezes NÃO e ser desobedecidos, os pais acabam desistindo e deixam para lá. Assim, a criança vence pelo cansaço e aprende que a palavra final é sempre dela. No fim ela faz o que quer!

Atualmente é difícil dizer NÃO, pois somos o produto da geração "é proibido proibir"... Aprendemos, incorretamente, que dizer NÃO traumatiza a criança e, na verdade, não é bem assim.

Deve-se lembrar que o limite não faz mal, pelo contrário, saber que não pode fazer tudo o que quer ajuda a criança a se estruturar e traz a ela própria um grande alívio. Uma criança que acha que pode fazer qualquer coisa corre até risco de vida.

Crianças que conhecem seus próprios limites sentem-se mais seguras: saber que conseguem se controlar as deixam orgulhosas. Uma criança que testa seus limites a todo instante pode estar buscando desesperadamente que alguém lhe diga NÃO.

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