DNA da paternidade

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Pais e Filhos.

Qual é o papel da figura masculina na difícil arte de educar os filhos?

Convivemos, hoje em dia, com aquele pai que trabalha como um louco e sua grande tarefa é ser o provedor da família. Cabe a ele proteger e presentear sua mulher e filhos. Normalmente, esse tipo de pai tem pouco tempo para dedicar-se à família, mas existe a tentativa de suprir essa falta e, para isso, procura agregar pessoas que possam auxiliá-lo a ser um bom pai.

Deparamo-nos, também, com aquele  que ocupa 100% o papel de pai. Insiste em cuidar, alimentar, levar a criançada na escola, brincar, estudar junto, comparecer às Reuniões de Pais e Mestres. Pode ou não ser o provedor, mas, certamente, possui disponibilidade maior de tempo que a mãe e, por isso, seu papel de pai tem prioridade.

Tem aquele pai que assume, por si só , a tarefa de criar  o filho devido ao rompimento de um casamento  ou  o início de uma nova união.

O modelo clássico de pai + mãe + filho já não é mais a única estrutura  existente. Isso é fato!

Pesquisas revelam que crianças cujos pais dividem as tarefas com as mães têm menos problemas de comportamento nos primeiros anos escolares.

Vários fatores, ao longo dos anos, contribuíram para que os pais tornassem protagonistas na atuação do papel de educar. Aumento nos índices de divórcios,  mães que trabalham fora e a convocação da sociedade na efetiva participação do pai  são alguns exemplos.

É evidente que encontramos grupos de mães que dividem essa árdua tarefa sem  preconceito e com satisfação. Em contra partida, também é possível  perceber o grupo de mães que não  permite  que outra pessoa  ocupe o seu lugar, talvez por medo de perda do controle materno.

Seja lá como for, não temos dúvidas que qualquer filho só tem a ganhar com uma adequada participação do pai  no contexto familiar. Toda criança aprende com o exemplo dos mais velhos, sendo assim, é de suma importância que haja um modelo de relacionamento em que todas as pessoas cooperam umas com as outras.

Isso significa...

Escrito por Thaís Bechara. Publicado em Pais e Filhos.

Fim de férias e inicio das aulas. Rotina voltando ao normal. Horário certo, tarefas agendadas e portões da escola abertos. Está na hora de ir à escola, realizar tarefas de casa e conviver com diferentes pessoas.

Nesse momento, os pais tem uma importante responsabilidade e Conversando com Educação pode auxiliar nesse processo de retomada da vida escolar após a Copa do Mundo e férias.

No livro “Filhos: Manual de Instruções” a filósofa e mestre em educação Tania Zagury sugere algumas orientações para vocês, pais, ajudarem na educação de seus filhos.

1. Prestigie as tarefas escolares. Isso significa não fazer comentários na frente do filho, caso o trabalho proposto não seja do seu agrado por qualquer motivo. As críticas devem ser encaminhadas à escola.

2. Habitue seu filho ter horário e local adequado para estudar e fazer as tarefas. Isso significa que muitas distrações não são bem-vindas durante o processo de execução das atividades escolares.

3. Supervisione. Isso significa lembrá-lo e incentivá-lo a fazer os deveres. Nunca faça lição para ele, não corrija (isto é tarefa do professor). Se houver dúvidas, procure encaminhar o raciocínio de forma que ele próprio responda. Não lhe dê a resposta pronta, pois dessa forma não haverá aprendizagem.

4. Incentive. Isso significa ler diariamente o caderno ou agenda utilizada como instrumento de comunicação entre a família e a escola. Confira se seu filho cumpriu com as tarefas determinadas e elogie todas as vezes que for merecido ou faça críticas construtivas para que aprenda a rever suas produções.

5. Tenha paciência. Isso significa respeitar o ritmo de aprendizagem dos filhos. Persistência, estímulos e muita calma ajudarão na aquisição dos hábitos de estudo e da responsabilidade pelos deveres escolares.

 Agora é com você! Bom trabalho!

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