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	<title>Arquivos Fazer recuperação ou viajar? - Conversando com Educação</title>
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		<title>Fazer recuperação ou viajar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Bechara]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2016 19:27:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Fazer recuperação ou viajar?]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ano passa rápido! Assim que as férias de julho acabaram, no mês seguinte, a família já estava com o roteiro da próxima viagem em mente. Resolveram o lugar que desejavam conhecer e os passeios que queriam fazer. Reservas de hotéis feitas e passagens aéreas...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano passa rápido!</p>
<p>Assim que as férias de julho acabaram, no mês seguinte, a família já estava com o roteiro da próxima viagem em mente. Resolveram o lugar que desejavam conhecer e os passeios que queriam fazer.</p>
<p>Reservas de hotéis feitas e passagens aéreas pagas assim como os dias de aluguel de carro. A viagem foi agendada para início de dezembro, pois a promoção era imperdível.</p>
<p>A família estava preparada para mais uma aventura! A única coisa que não podia acontecer era a possibilidade de algum filho ficar de recuperação.</p>
<p>Parecia que tudo estava sob controle. Só que não!</p>
<p>Júnior precisava tirar oito e meio de Matemática e nove de Português, mas, não se sabe como, esse desafio não foi alcançado.</p>
<p>As notas no boletim revelavam a preocupação generalizada. A circular informando o período de recuperação foi a certeza que Júnior e os familiares teriam que enfrentar uma situação bem desconfortável.</p>
<p>Imediatamente a mãe agendou uma entrevista com a orientadora para ver qual jeito era possível ser dado. Mas&#8230; não houve jeito. O segundo passo foi procurar a Diretoria. Era muito óbvio para a família que a escola precisava solucionar o problema deles. Por que o Júnior não pode fazer as provas em outro momento? As aulas de recuperação não poderiam ser substituídas por trabalhos escolares? A escola “só” precisava ter boa vontade.</p>
<p>A insistência foi muito grande para que a escola tomasse uma atitude que fosse conveniente para a família.</p>
<p>Foram dias de angústia, discussões e impasses.</p>
<p>A escola foi irredutível.</p>
<p>Os pais de Júnior até ameaçaram não rematricular o filho. Não adiantou!</p>
<p>Em nenhum momento, a questão da não aprendizagem do filho foi colocada como prioridade. A escola tornou-se a maior culpada pelas férias frustradas de verão.</p>
<p>Apesar dos esforços da família, Júnior teve que enfrentar a frustração bem amarga de final de ano.</p>
<p>Como a escola não ofereceu outro calendário de aulas e provas de recuperação, Júnior ficou na casa dos avós maternos enquanto o restante da família atravessava o Oceano Atlântico em busca das merecidas férias. Prejuízo financeiro, desgaste emocional e recordação inesquecível foram alguns fatores que marcaram a família naquele ano.</p>
<p>Essa história é muito comum nas instituições escolares. De repente, pais esquecem que não é possível desconsiderar fatos tão importantes como o processo de aprendizagem de um filho! A busca insana pela felicidade e a necessidade de realizar os desejos a qualquer custo não podem ser as diretrizes básicas que embalam a vida das pessoas.</p>
<p>Quero acreditar que, depois desse episódio, todos os envolvidos tiveram a oportunidade de resolver conflitos e aprender com eles.</p>
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