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	<title>Arquivos pais e filhos - Conversando com Educação</title>
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	<title>Arquivos pais e filhos - Conversando com Educação</title>
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		<title>Lá em casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Bechara]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2016 22:14:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Lá em casa o dia começava cedo. Mamãe, antes de sair de casa para trabalhar, oferecia uma vitamina substanciosa para garantir a alimentação dos filhos. Não tínhamos opção! Era tomar ou tomar. Por volta das nove horas, éramos chamados para tomar o café da manhã....</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a title="" href="https://conversandocomeducacao.com.br/pais-e-filhos/hoje-e-dia-de-reuniao-familiar-outra-vez">Lá em casa</a> o dia começava cedo.</p>
<p>Mamãe, antes de sair de casa para trabalhar, oferecia uma vitamina substanciosa para garantir a alimentação dos filhos. Não tínhamos opção! Era tomar ou tomar.</p>
<p>Por volta das nove horas, éramos chamados para tomar o café da manhã. Tinha misto quente feito no tostex, café com leite, gemada, banana amassada com açúcar, leite Ninho e Nescau. Ainda consigo sentir os aromas, os gostos e a alegria de começar o dia.</p>
<p>Se a <a title="" href="https://conversandocomeducacao.com.br/blog/tarefa-de-casa-alguma-duvida">lição de casa</a> não estivesse feita, nada de brincadeira. Primeiro a responsabilidade!</p>
<p>O quintal lá de casa era famoso na vizinhança! Era palco de muito jogo de futebol com a turma. Tinham meninos e tinha menina jogando. Era um acontecimento quase que diário! Alguém sempre precisava sair do jogo por causa de algum acidente (joelho esfolado no chão de cimento, dedão do pé sangrando, perna com hematomas&#8230;). Fazia parte da vida! A maleta de primeiros socorros ficava sempre preparada para emergências.</p>
<p>Esse quintal tinha o formato de L. Começava no portão verde e ia até a porta da garagem. Quando pequenos, achávamos  o espaço  largo e longo. Hoje esse espaço não é tão grande como parecia ser! Coisas da idade!</p>
<p>Nesse quintal, teve <a title="" href="https://conversandocomeducacao.com.br/pais-e-filhos/bora-tem-festa">festa de aniversário,</a> festa junina, comemoração do Dia das Crianças (o presente era a <a title="" href="https://conversandocomeducacao.com.br/blog/brincando-de-brincar">brincadeira </a>com os amigos), batizado de gato, corrida de kart, encontros marcados, conversas no alpendre e balanços na rede.</p>
<p>Nesse quintal, na parede perto da cozinha, tinha pendurada uma lousa. Lá era a minha sala de aula! A brincadeira de escolinha acontecia todos os dias! Meus alunos eram minhas bonecas e meus gatos.  Ainda hoje, tenho a esperança de ter conseguido alfabetizar alguns  desses estudantes! Com certeza, nessa época, minha escolha profissional estava definida.</p>
<p>Nesse quintal, moravam meus <a title="" href="https://conversandocomeducacao.com.br/fantasia-de-crianca/">amigos imaginários</a>: Beleléu, Ratite e Lelis. Beleléu (uma árvore) era o amigo mais íntimo. Trocávamos confidências! Quantos segredos revelados! Deixei de ter contatos com eles quando mudamos de casa e de cidade! Não tive sequelas com a separação. Coisas de criança!</p>
<p>Nosso quintal era um lugar muito especial e muito bem frequentado: pais, mães, filhos, irmãos, avós, tios, primos, vizinhos, padre, colegas de escola, gente da cidade e gente que não era da cidade.</p>
<p>Bons tempos! Tempos que aprendi a importância de uma boa alimentação, de entender o quanto é necessário conviver com as pessoas, que para se divertir basta preparar o espírito, que se machucar faz parte da vida, que é preciso valorizar os repertórios de interação, que é preciso assumir responsabilidades, que desafios e frustrações devem ser enfrentados, que crianças experimentam, observam, imitam, exploram e resolvem problemas.</p>
<p>O meu quintal  não foi somente um espaço onde se brincava, nem tão pouco um lugar qualquer, mas um verdadeiro ambiente de aprendizagem.</p>
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		<title>Conflitos são inevitáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Bechara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Aug 2013 18:27:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Era uma tarde de sábado e um convite para ir ao cinema. Topei, me diverti e surgiu a possibilidade de escrever. O filme “Universidade Monstros” (Monsters University. EUA, 2013. Direção: Dan Scanlon. 110 min. Livre), além de ser divertido pode ser educativo! Que tal aproveitar...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Era uma tarde de sábado e um convite para ir ao cinema. Topei, me diverti e surgiu a possibilidade de escrever.</p>
<p>O filme “Universidade Monstros” (<em>Monsters University</em>. EUA, 2013. Direção: Dan Scanlon. 110 min. Livre), além de ser divertido pode ser educativo! Que tal aproveitar o conteúdo abordado no filme e conversar com as crianças sobre valores que dizem respeito ao bem estar próprio e do outro? Aproveite a oportunidade para trocar ideias sobre sentimentos relacionados à coragem, determinação, amizade, união, orgulho, humilhação, medo, desrespeito, constrangimento&#8230;</p>
<p>O filme conta a história de dois monstrinhos Mike Wazowski e James P. Sullivan, durante o período que estão na universidade.</p>
<p>É curioso ver a forma como Mike enfrenta os desafios e como reage diante das situações de humilhação e constrangimento.</p>
<p>Outro ponto a ser destacado é como a amizade entre os dois monstrinhos nasce e como as relações são vividas no grupo.</p>
<p>O filme mostra um clima escolar com seus “sabores e dessabores”, muito semelhante à realidade vivida por nossas crianças e jovens.</p>
<p>Mike passa por momentos de amadurecimento e crescimento emocional. Enfrenta inúmeros desafios, luta pelo seu sonho, perde a batalha algumas vezes, mas sua persistência e determinação o conduz para a realização do seu desejo com sucesso.</p>
<p>Isso dá uma boa discussão seja em casa entre pais e filhos ou na escola numa roda de conversa e nos leva a pensar que, nós adultos, precisamos buscar maior habilidade para lidar com os conflitos vividos em nossa sociedade. É nosso papel ser o mediador no processo, ajudando crianças ou jovens, um a ouvir o outro, e pensar em boas formas de resoluções de conflitos.</p>
<p>Condutas ofensivas como agressão, vandalismo, difamação, ciberbullying, preconceito, injustiças, humilhações são atitudes presentes cada vez mais frequentes entre jovens e adultos também.</p>
<p>Hoje em dia, as relações estão muito complexas! O estilo de vida de cada um, a forma de reagir aos problemas, o não respeito às diferenças, a comunicação rápida e globalizada são alguns elementos que as diferentes gerações estão expostas. Dizer não, fazer escolhas sem medo, enfrentar os desafios, alcançar objetivos, comemorar o sucesso, aprender com o erro, defender uma opinião e não desistir no primeiro obstáculo são atitudes construídas, experimentadas e aprendidas durante todas as fases da vida.</p>
<p>Precisamos acreditar que o conflito é necessário ao desenvolvimento de qualquer ser humano e vivenciando-o passamos a refletir sobre modos diferentes de restabelecer a reciprocidade. Daí a importância de oferecemos boas intervenções às crianças e jovens, priorizando um trabalho construtivo em relação ao favorecimento do desenvolvimento sociomoral das crianças e jovens, a fim de melhorar as interações sociais e minimizar a violência dentro e fora da escola.</p>
<p><strong>Que valores nossos futuros adultos estão priorizando?</strong></p>
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