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	<title>Arquivos Porque nem todas as “Madrastas” são como a da Cinderela - Conversando com Educação</title>
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	<title>Arquivos Porque nem todas as “Madrastas” são como a da Cinderela - Conversando com Educação</title>
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		<title>Por que nem todas as “Madrastas” são como a da Cinderela</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sônia Licursi]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Mar 2019 19:21:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Para Pais]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p> 	<img fetchpriority="high" decoding="async" class=" size-full wp-image-1233" alt="" src="https://conversandocomeducacao.com.br/wp-content/uploads/2017/05/madrastas.png" width="590" height="300" srcset="https://conversandocomeducacao.com.br/wp-content/uploads/2017/05/madrastas.png 590w, https://conversandocomeducacao.com.br/wp-content/uploads/2017/05/madrastas-300x153.png 300w" sizes="(max-width: 590px) 100vw, 590px" /><span style="font-size:12px;">Posted on&nbsp;<a href="https://joanacollaco.com/2016/10/17/porque-nem-todas-as-madrastas-sao-como-a-da-cinderela/">October 17, 2016</a>/ Joana Colla&ccedil;o/ foto&nbsp;https://joanacollaco.com</span></p>
<p> 	<span style="font-size: 14px; text-align: justify;">Os meus&nbsp;pais separaram-se quando eu tinha quatro anos. Na altura, era muito pequena para entender o que se estava a passar, por isso, acho que at&eacute; aceitei bem essa situa&ccedil;&atilde;o. A minha m&atilde;e tem uma profiss&atilde;o que a faz viajar muito e, naquela altura, eu fiquei a viver com o meu pai. Viver com o meu pai era como estar a viver num castelo encantado. Eu era a princesa dele, faz&iacute;amos tudo juntos: cozinh&aacute;vamos, passe&aacute;vamos, v&iacute;amos televis&atilde;o e muitas vezes dorm&iacute;amos juntos. O meu pai era o meu her&oacute;i! Durante anos, fomos s&oacute; n&oacute;s os dois e eu era muito feliz assim.&nbsp; Quando tinha nove anos de idade, fomos ao jardim zool&oacute;gico e o meu pai perguntou-me se podia levar uma amiga. Eu estranhei, pois o meu pai nunca me tinha falado em tal amiga, mas para ele n&atilde;o ficar triste, acenei dizendo que sim. Ela foi ter connosco &agrave; porta do jardim zool&oacute;gico, era alta, magrinha, muito gira e tinha um sorriso enorme &ndash; parecia que ia matar saudades de algu&eacute;m, facto este que n&atilde;o me agradou. Pass&aacute;mos o dia todo juntos e houve coisas que eu n&atilde;o &ldquo;curti&rdquo; nada: trocas de olhares; sorrisos; gargalhadas; vi-os a darem as m&atilde;os, coisa que eu n&atilde;o permiti e fui logo a correr para tentar separ&aacute;-los. O dia terminou e finalmente cheg&aacute;mos a casa. Eu tentei entreter o meu pai com mil e uma coisas, para n&atilde;o ter de ouvir a &uacute;nica pergunta que eu tinha estado o tempo todo a evitar: &ldquo;</span><em style="font-size: 14px; text-align: justify;">Ent&atilde;o o que achaste da minha amiga?&rdquo;&nbsp;</em><span style="font-size: 14px; text-align: justify;">Naquele momento pensei em muitas coisas horr&iacute;veis para lhe responder, mas acabei por responder apenas:&nbsp;</span><em style="font-size: 14px; text-align: justify;">&ldquo;&Eacute; simp&aacute;tica, mas prefiro quando estamos s&oacute; n&oacute;s os dois</em><span style="font-size: 14px; text-align: justify;">.&rdquo;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">O tempo foi passando e para minha infelicidade, o meu pai come&ccedil;ou a lev&aacute;-la para alguns passeios que faz&iacute;amos juntos. At&eacute; que um dia, convidou-a para jantar l&aacute; em casa. Ele fez a minha comida favorita (at&eacute; a&iacute; tudo bem), vestiu-se como um pr&iacute;ncipe e o jantar at&eacute; correu bem, mas depois o meu pai disse para eu me sentar no sof&aacute; porque eles tinham uma coisa para me contar (como se eu n&atilde;o soubesse que eles eram namorados): &ldquo;Eu e a&hellip; gostamos muito um do outro e estamos a pensar viver todos juntos.&rdquo; O QU&Ecirc; ?! Eu pensava que me iam contar que eram apenas namorados, n&atilde;o que aquela &ldquo;senhora&rdquo; ia viver connosco. &nbsp;Naquele momento, eu respondi que n&atilde;o queria, fui a correr trancar-me no quarto e chorei at&eacute; adormecer. No dia seguinte, o meu pai foi falar comigo e prometeu-me que nada na nossa rela&ccedil;&atilde;o ia mudar.&nbsp; No fim-de-semana a seguir, ela foi l&aacute; para casa e eu n&atilde;o reagi muito bem. O meu pai disse que nada entre n&oacute;s ia mudar, mas para mim tudo estava a mudar, tudo era bem diferente. Ao contr&aacute;rio das minhas amigas que tinham pais separados, eu n&atilde;o sentia que ela ia ocupar o lugar da minha m&atilde;e e muito menos que o meu pai estaria a trair a minha m&atilde;e, at&eacute; porque eu j&aacute; tinha superado a situa&ccedil;&atilde;o de separa&ccedil;&atilde;o dos meus pais e a minha m&atilde;e tamb&eacute;m j&aacute; tinha um namorado. O que eu senti foi que tinha perdido toda a aten&ccedil;&atilde;o do meu pai, ou melhor, que tinha de dividir a aten&ccedil;&atilde;o com ela. Pior, senti ainda que o meu pai j&aacute; n&atilde;o gostava de mim como antes e isso irritou-me muito! Durante os primeiros meses, eu fazia-me de amiga dela &agrave; frente do meu pai porque n&atilde;o queria que ele ficasse chateado comigo, mas quando fic&aacute;vamos as duas sozinhas, eu gritava, portava-me mal e cheguei a dizer coisas que hoje, com os meus 16 anos, considero muito m&aacute;s:&nbsp;<em>&ldquo;n&atilde;o &eacute;s minha m&atilde;e&rdquo;; &ldquo;n&atilde;o sabes nada disso porque n&atilde;o vivias connosco&rdquo;; &ldquo;tu n&atilde;o mandas aqui&rdquo;.</em>&nbsp;Eu aproveitava-me porque sabia que ela tinha medo que eu fosse dizer ao meu pai mal dela. </span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">Apesar de tudo o que eu fiz, ela manteve-se forte e n&atilde;o desistiu de mim, n&atilde;o cedeu a nenhuma das minhas chantagens, o que me espantou porque as minhas colegas faziam o mesmo com as &ldquo;madrastas&rdquo; e tinham tudo o que queriam. Ela era diferente, dizia n&atilde;o quando tinha de dizer, enfrentava-me e havia momentos em que era querida comigo. Confesso que, se n&atilde;o fosse namorada do meu pai, at&eacute; ia gostar muito dela e esse dia eventualmente acabou por chegar. Um dia, eu vi que o meu pai estava muito triste e os dois sentaram-se comigo no sof&aacute; e disseram que iam estabelecer regras, que os dois mandavam l&aacute; em casa e que tanto ele, como ela tinham de ser respeitados, caso contr&aacute;rio, haveria consequ&ecirc;ncias. Disseram tamb&eacute;m, que eu tinha de participar nas tarefas de casa, tinha de dormir no meu quarto, entre outras coisas. A conversa n&atilde;o me agradou e nos primeiros dias todas as regras foram quebradas. Como consequ&ecirc;ncia, fiquei sem os passeios ao fim-de-semana, as tarefas duplicaram l&aacute; em casa e o tempo bom com o meu pai (o pouco que sobrava s&oacute; para mim), fiquei sem ele. Foi a&iacute; que percebi, que mais valia estar feliz com os dois, do que ficar sozinha e triste. &nbsp;Hoje em dia, somos uma fam&iacute;lia feliz e agrade&ccedil;o &agrave; namorada do meu pai por tudo aquilo que me ensinou e continua a ensinar, por todo o carinho que me deu, apesar de eu n&atilde;o ser sua filha de sangue.</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;"><u>Um conselho a todas as &ldquo;madrastas&rdquo; ou &ldquo;padrastos&rdquo;:</u></span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash;&nbsp;<u>No in&iacute;cio</u>, &eacute; importante que fa&ccedil;am um esfor&ccedil;o para tentar estabelecer uma boa rela&ccedil;&atilde;o connosco, mesmo sabendo que n&oacute;s n&atilde;o vos vamos facilitar a vida;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash; N&oacute;s queremos ouvir de&nbsp;<u>voc&ecirc;s,</u>&nbsp;que n&atilde;o est&atilde;o ali para substituir o papel/lugar da m&atilde;e ou do pai;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash;&nbsp;<u>Antes de irem viver connosco</u>, tentem perceber a din&acirc;mica familiar;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash;&nbsp;<u>Quando forem viver connosco</u>, precisamos de ouvir que agora todos juntos somos uma fam&iacute;lia e que, aos poucos, h&aacute; coisas que podem mudar;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash;&nbsp;<u>Quando j&aacute; viverem connosco</u>, n&atilde;o tenham medo de impor as regras que estabeleceram em conjunto com o pai ou m&atilde;e;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash; N&oacute;s precisamos de saber que voc&ecirc;s fazem realmente parte da fam&iacute;lia, que s&atilde;o&nbsp;<u>figuras de autoridade</u>&nbsp;e que tamb&eacute;m&nbsp;<u>t&ecirc;m de ser respeitados</u>. Assim, se for para repreender, fa&ccedil;am-no, sem receio;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash; Queremos sentir que&nbsp;<u>tamb&eacute;m gostam de n&oacute;s</u>&nbsp;e n&atilde;o apenas dos nossos pais;</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;">&ndash; Por fim, n&oacute;s sabemos que n&atilde;o fomos o projeto que voc&ecirc;s planearam, mas&nbsp;<u>n&atilde;o desistam</u>&nbsp;s&oacute; porque no in&iacute;cio as coisas s&atilde;o dif&iacute;ceis. A culpa dessa dificuldade tamb&eacute;m &eacute; nossa e n&oacute;s queremos que consigam estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o positiva connosco, para que haja a possibilidade de todos sermos felizes!</span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size:14px;"><u>E j&aacute; agora, no meio desta hist&oacute;ria toda, &ldquo;ela&rdquo; chama-se Mariana e hoje trato-a por &ldquo;Madrinha&rdquo;!</u></span></p>
<p style="text-align: justify;"> 	<span style="font-size: 14px;">Joana Colla&ccedil;o</span></p>
<p> 	<span style="font-size:14px;"><span style="color: rgb(67, 67, 67); font-family: DroidSansRegular;">Psic&oacute;loga com o mestrado em psicologia educacional, forma&ccedil;&atilde;o em terapia cognitiva e comportamental com crian&ccedil;as e adolescentes, p&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em neuropsicologia entre outras forma&ccedil;&otilde;es. Vive em Portugal. As cr&oacute;nicas t&ecirc;m o intuito de partilhar com os pais, professores e todos os interessados, aquilo que pode ser o ponto de vista de algumas crian&ccedil;as/adolescentes sobre os mais diversos temas e problemas do mundo que os rodeia.</span></span></p>
<p> 	<span style="font-size:14px;">https://joanacollaco.com</span></p>
<p> 	&nbsp;</p>
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